sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Designers criam primeiro carro biodegradável

Já pensou em ter um carro descartável? Pois é. Foi o que norteou a criação de uma dupla de designers filipinos que desenvolveram um carro manufaturado com bambu, nylon, aço e vime. O veículo deverá carregar um motor elétrico e ainda não tem data para ser lançado em bases comerciais.
Produzido em apenas dez dias, a ideia dos designers foi apresentar um conceito funcional para um cenário de escassez de recursos energéticos no futuro. Kenneth Cobonpue e Albrecht Birkner são os autores do automóvel que batizaram de Fênix.

Motor e pneus são ainda produzidos com materiais convencionais, como a borracha e o aço. Mas de resto, o Fênix é feito de materiais descartáveis e inofensivos ao meio-ambiente, que são degradados pelo planeta em até 10 anos. E que podem ser reciclados conforme você usa o carro: fica com o motor, mas troca o bambu.

Carros convencionais possuem vida útil estimada em dez anos atualmente. Com o Fênix, você pode manter as partes básicas, como o motor e a transmissão, e trocar o que for se desgastando, mas de maneira muito mais racional do que aquilo que acontece hoje, onde não é possível trocar a carcaça toda do carro porque, entre outras coisas, o aço é caro. Além disso, adeus pequenas fortunas para cada colisão de trânsito ou arranhão na lataria.


Projetos assim ainda são difíceis de serem viabilizados, mas os designers responsáveis garantem que a ideia do carro descartável é séria. Contudo, ainda não há nenhuma data para exibi-lo em algum salão do automóvel ou submetê-lo a testes de impacto para verificar sua segurança – afinal, ele é feito de bambu.

Notícia retirada do Techtudo

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Entenda como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente

Cada tecnologia tem um impacto diferente sobre a natureza. Custos e viabilidade também devem ser levados em conta na comparação. A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades. Nesta reportagem especialistas explicam quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

Tipo de usina

Vantagens

Desvantagens

Hidroelétrica
Ícone hidroelétrica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa
- Baixo custo

- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a carvão
Ícone carvão (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção e combustível
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas

- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a gás natural
Ícone gás natural (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)

- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a biomassa
Ícone biomassa (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas

- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental

Nuclear
Ícone nuclear (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas

- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica
Ícone eólica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo

- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica
Ícone fotovoltaica (Foto: Arte/G1)


- Baixo impacto ambiental

- Alto custo
- Baixa produtividade

Hidroelétrica

Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.

O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.

Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Eólica

A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.

Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.

Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Termoelétrica

As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.

O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.

As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.

No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.

Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.

Nuclear

O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.

“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.

Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.

Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.

Fotovoltaica

Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.

“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.

Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.

Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.

Notícia retirada do G1.

Paris passa a disponibilizar carros elétricos para empréstimo

Uma primeira série de 60 "Autolib", carros elétricos de autosserviço, chegaram neste domingo (2) às ruas de Paris e sua periferia, primeira etapa da tentativa de revolucionar os hábitos de transporte franceses.

São 10 pontos de retiradas e devolução dos pequenos veículos colocados à disposição do público em diferentes bairros da cidade. Ainda em fase de testes, o dispositivo deverá estar acessível no dia 5 de dezembro, com pelo menos 250 veículos. Este número deve aumentar para 2 mil até o fim de junho de 2012.

A filosofia do projeto é incentivar que as pessoas deixem seus carros para utilizar os pequenos veículos chamados de Bluecar, que são mais econômicos e ecológicos. A ideia segue o princípio das bicicletas de autosserviço, as Vélib, que tiveram muito sucesso e funcionam desde 2007.

O Bluecar deve ser retirado em um ponto e devolvido em qualquer outra estação.

O sistema de veículos de autosserviço já existe em outras grandes cidades como Nova York, a inovação francesa é que os carros são totalmente elétricos. A bateria tem capacidade para fazer o Bluecar rodar por 250 km na cidade e 150 km fora dela com uma velocidade limitada em 130 km/h.

Segundo o fabricante, para que o sistema seja rentável são necessários 80.000 utilizadores.

"Este serviço vai complementar os de transporte e táxis. Nossa vontade consiste em aumentar a oferta de transporte", explicou Annick Lepetit, presidente do sindicato "Autolib".

Os quatro primeiros anos serão decisivos para o sucesso do projeto. O presidente da fabricante, Vincent Bolloré afirma que já discute a implantação do sistema em outras cidades.

 

Notícia retirada da Folha.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ceará receberá três parques eólicos

A companhia espanhola Abengoa desenvolverá três parques eólicos com uma potência total instalada de 64 MW no Brasil, após ter seu projeto escolhido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto será construído através de uma joint venture com o Banco Santander Brasil. Neste modelo de negócio, empresas (normalmente de ramos distintos) se associam temporariamente para explorar algum nicho, porém, mantendo a personalidade jurídica de ambas.

A empresa, dedicada a aplicar soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento sustentável nos setores de energia e meio ambiente, anunciou em comunicado nesta sexta-feira que se encarregará da construção, operação e manutenção, durante 20 anos, de três parques eólicos que serão construídos no Ceará.

Este novo projeto permitirá a provisão de energia renovável para uma população de 200 mil pessoas, e evitará a emissão anual de mais de 400 mil toneladas de CO2 à atmosfera.

A companhia operará os parques eólicos durante 20 anos, sob um modelo de concessão que ainda determina um preço fixo assegurado por cada MWh de eletricidade gerada.

O projeto também prevê a venda da energia produzida à Aneel.

A companhia espanhola tem presença permanente no Brasil há mais de 30 anos, tempo no qual desenvolveu vários projetos e em que se consolidou como uma das companhias de referência do setor.

Notícia retirada da Folha.

Maior usina solar do mundo entra em operação na Alemanha

Nesta semana, a Alemanha inaugurou o que está sendo considerado o maior parque de energia solar fotovoltaica (PV) do mundo, perto da cidade de Senftenberg, na região leste do país. A parte inaugurada da usina, desenvolvida pela Saferay, tem uma capacidade de 78 megawatts e foi construída em três meses em antigas áreas de mineração a céu aberto. Esta porção do parque contém 330 mil módulos solares cristalinos e 62 estações de inversor central.

Em 2010, a Phoenix Solar completou o desenvolvimento de 18 megawatts da usina, e em agosto um projeto comissionado foi construído em paralelo à estrutura da Saferay e incluiu instalações comuns às empresas. No total, o parque solar tem uma capacidade de 166 megawatts.

Apesar da grande área que ocupa, a usina foi desenvolvida enfocando a preservação ambiental e os ecossistemas da região. “Preservamos grandes áreas de terra entre as instalações para desenvolver espaços de procriação para aves e outros animais”, declarou Torsten Käsch, diretor de gestão da Unlimited Energy, empresa que criou o projeto do parque solar.


Notícia retirada do Portal Carbono Brasil